A poesia está na natureza e nas suas melhores imagens...

A poesia está na natureza e nas suas melhores imagens...
Pura poesia

Quem sou eu

Minha foto
Rio 40 graus, Rio de Janeiro, Brazil
Um ser em reconstrução, que tem a poesia entranhada no corpo na alma e no coração. Falar é difícil, tropeço nas palavras pela minha timidez e pelos meus lapsos de memória. Porém me expresso através dos meus escritos... Não são os melhores textos, nem os mais interessantes, nem os mais bem escritos, mas são os mais sinceros, os que vêm direto da minha alma e do meu coração... Simples assim... Escrevo o simples, pois simples eu sou. Quem lê os meus versos, se for simples, aceita! Se não for, rejeita! É que tudo que escrevo... Eu vivo, eu sinto, sai do meu coração é o que tenho na alma é o que me trás calma é o que me faz viver. São simples os meus sonhos, e é perto do real, é simples o meu amor, e fácil de perceber, é simples a minha história, como são simples, as minhas memórias! Aliás, adoro ser simples! E o dia em que eu não for! Esta não serei eu, pois ser simples é o que sei ser... Daí os meus versos, tão simples assim. Faço-os para mim, faço-os para você! E para quem mais quiser... Simples assim.
SIMPLES ASSIM

RODOLFO--THAINÁ--LEONARDO-- ----MEUS FILHOS--- ----PEDAÇOS DE MIM---

Linda Emily

Linda Emily
A linda Emily, Minha neta - Minha paixão! Linda Emily E veio pra vida Num lento caminhar E conquistou Seu espaço ao chegar Como um botão Lábios sorrindo Coração batendo Olhos se abrindo Alegria constante Carinho sabe dar É força é vida É esperança no ar É ternura e emoção É paz É amor e união É sonho É criança correndo É linda Emily crescendo! !

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Cotidiano

Viu tomar um café
Esquecer o mal me quer
Ouvir uma música boa
Escrever um romance
Viver só um lance
Vou comer algo também...
Quem sabe um pão na chapa
Ou até um misto quente
Um pão de queijo gostoso
Que tenha um recheio cremoso
Ah, isso faz bem pra gente!
Mais tarde, se pintar um bate papo
Vou lá!
Quem sabe se não conheço alguém;
Que goste do que eu gosto
Que escreva algo também
Que ouça a mesma música
Que Tome o café igual
Ou que queira viver só um lance
Sem nenhum ritual
Coisas simples do cotidiano
Que antes eram normais
Que fazem falta pra burro
Que nos deixa solitários
Neste mundo virtual
Louco e tão desigual
É, acho que vou tomar um. café.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Quando a gente chega a aos 56 anos, pertinho dos 57, vemos que já se foram mais de meio século de vida... Quero viver muito mais se Deus permitir. Nesse tempo, já deu para aprender que a vida tem que ser vivida cada dia como se fosse o último. A intolerância, o radicalismo, a falta de amor, a ingratidão, a falta de humildade...  Já não cabem mais.  Eu sei que hoje, ainda cometo erros, mas cada dia que passa, percebo que os erros já não são tão permitidos. Descobri vendo pessoas que amei muito e que ainda amo, indo embora num piscar de olhos. Não me arrependo das coisas que fiz e de como fiz, mas, muita coisa faria diferente. Quando somos jovens não damos valor as coisas simples que existem ao nosso redor, não damos valor as pessoas que estão do nosso lado e que nos ama tanto. Enfim, não damos valor a vida e o que ela representa. Eu penso sempre que poderia ter feito tudo melhor, mas não me puno pelos meus erros, só preciso cuidar para não errar mais. Deus nos presenteia com a vida e nos dá a chance de fazer dela melhor a cada dia. Mas às vezes a gente só enxerga o que esta na frente e não o que está a nossa volta. Quero que meus próximos anos sejam com alegria... Quero amar e ser amada, respeitar e ser respeitada...  Quero ver a minha volta o que até hoje ignorei. Quero viver o que não vivi. Aproveitar todos os momentos que me façam bem. E desfrutar do convívio de quem eu amo. Amar a vida é tudo que Deus quer que façamos. E quando chegar a minha hora, vão ver que fui feliz! Os acontecimentos da vida nos faz refletir. Não espere envelhecer para olhar a sua volta, e descobrir tudo que está deixando passar despercebido.

domingo, 1 de setembro de 2013




Alma ferida                                                                                                                         Yolanda Soares

             Meu pai me tratava como uma joia rara... Ensinava-me  poeminhas e vibrava quando eu os declamava pra os seus amigos.  Eu era o xodó, apesar dos oito filhos.  A nossa sintonia era perfeita.  Eu adorava me sentir amada e fazia tudo para vê-lo feliz,  e sabia que conseguia. Certo dia, era  cedo ainda, e eu já acordada brincava sentada no chão da sala. Meu pai sempre esperava na mesa o primeiro café. Nesse dia mamãe não entendeu o que estava acontecendo, tentou que ele pegasse o copo  e  nada! Com os olhos fixos  num só lugar,  e o corpo torto, meu pai já não conseguia mais nem se mexer. Ela começou a gritar pelos meus irmãos, que correram feito uns doidos no vizinho.  Não demorou e vi quando levaram o meu pai...
Naquele dia  ele não voltou pra casa. Na manhã seguinte,  vi quando um homem vestido de preto bateu na porta. Minha mãe falou com ele e dali  começou a chorar igual uma louca. Fiquei apreensiva e chorando também, ouvindo minha mãe falar que o meu pai tinha morrido, mas na verdade eu não fazia ideia do que era morrer  e  o dia passou...  Minha mãe não tinha mais forças, grávida de nove meses   do nono filho, o choro virou um lamento. No outro dia, todos saíram, eu e meus irmãos menores ficamos na vizinha.  À noite perguntei pra minha mãe.
            —Mãe cadê o meu pai? Quando que ele vai voltar?
            —Ele foi pra o céu filha! Disse ela entre soluços.
Eu achava que o céu era logo ali e falei tentando um jeito de fazê-la parar de chorar. Aquele sofrimento dela me deixava triste.
Mãe, ele vai voltar, não chora, ele nem me levou!
Ela chorou mais ainda!
Minha mãe sabia que o meu pai nunca mais ia voltar...  Mas todos os dias, ia lá pra o quintal a meia noite e ficava chamando o nome dele. Ela acreditava que ele podia voltar pelo menos  pra ensinar o que  fazer... Como criar nove filhos sem ele.
Já eu,  fiquei esperando por um bom tempo, acreditando que a qualquer hora ele ia chegar me abraçando como sempre fazia.
Naquela tristeza toda, mamãe que já completava  nove meses de gravidez, ficou apreensiva com  a falta de movimentos do bebê. Uma febre alta fez com ela fosse ao médico. Foi quando descobriu que o  meu irmão já estava morto há seis dias, e por pouco não ficávamos órfão de mãe também.

                 O tempo passava e cada vez mais a  barra pesava.  Ver  os filhos sem ter o que comer, fez com que fosse  catar papel na rua... Os vizinhos foram amigos, dividiram muitas das vezes o pouco que tinham...
O meu irmão mais velho que tinha 15 anos. Tomou conta da parte que ele achava importante. Ensinar a gente a trabalhar... Pra ele!
Se não fizéssemos tudo que ele mandava o cascudo comia.

                    Certo dia, meu tio,  irmão da minha mãe chegou de repente; meio tardia a visita, mas ele era o rico da família. E logo veio a decepção.
            —Tá louco! Não vou me separar dos meus filhos!
            —Quem sabe se o meu afilhado não vai comigo! Vamos João Batista?
            —Não! Não quero!
            —E você, quer ir comigo. Perguntou olhando pra mim.
Apesar da minha pouca idade, eu sabia que tinha uma coisa que estava me incomodando, que era o meu irmão me batendo. E disse sim.
            — Minha mãe não acreditava e muito menos os meus irmãos. Desde a morte do meu pai, eu ficara muito quieta, mal falava. Aquela alegria que eu tinha ao recitar versos, dançar, cantar... Tinha morrido junto com ele.
              —Eu vou! Falei de novo  com voz firme, como quem sabia o que queria.
 Meu tio conseguiu convencer a minha mãe que ia ser bom pra mim. Que eu ia escrever  pra ela e que ele me traria de volta se eu quisesse. Fui ao quarto e coloquei minhas poucas roupas em uma sacola. Ele me  pegou pela  mão e me levou... Na hora eu não chorei, mas no meio da rua, olhei pra trás e vi a minha mãe aos prantos.  Meu coração doeu.

               Chegamos a Petrópolis,  fiquei encantada com tudo principalmente com a cidade. Parecia que tinha saído de um mundo e ido pra outro. Tão diferente era a minha realidade.
Depois de conhecer a minha tia e os meus primos, tomei um banho, jantamos e fomos dormir.
Não conseguia,  me vi sozinha no sofá da sala, virando pra um lado e para o outro. Chorei bem baixinho...  Me lembrei da minha mãe e dos meus irmãos. A saudade já era grande desde quando saí de casa.
Meu tio havia saído cedo e quando  chegou me entregou  um embrulho e mandou que eu abrisse; Tinha um par de sapatos, um uniforme de escola e dois vestidos.
              —Já te matriculei na escola.  Começa amanhã!
No dia seguinte, me acordou às 05h30 min, mandou que eu tomasse um banho e me arrumasse...  Pois ele iria me ensinar a rotina, que eu faria sozinha todos os dias.
               —Presta atenção! Dizia ele  todo o tempo.
No primeiro dia sozinha, o dono da padaria ficou totalmente chateado de me ver  tendo  que levar uma leiteira de 4 litros. Eu era  muito franzina, e só tinha sete anos e meio. O apartamento do meu tio, era num alto, e ele mesmo falava  que eram 58 degraus; dizia sempre que era bom pra engrossar as pernas... Enfim,  tomei o café e desci pra ir pro colégio.  Foi um pouco difícil lembrar o caminho, mas consegui. Quando voltei da aula, meu almoço estava no prato, na boca da panela. Depois de almoçar fui lavar a louça, como a minha tia havia me ensinado. E aí, tomar conta da minha prima era a minha última tarefa do dia.
Senti muito, aquele primeiro dia, já estava doida que ele acabasse pra eu ir descansar. O meu primo veio me chamar.
                 —Meu pai está  chamando lá na cozinha.
Quando cheguei na cozinha. Meu tio segurava uma caneca grande de alumínio. E me perguntou.
                 —Você está vendo isso aqui?
Olhei dentro da caneca e vi um risco de leite.
                 —Então, da próxima vez, tem que lavar direito!
Num só puxão, tirou o cinto e me deu a primeira surra de muitas que ainda viriam...
A minha rotina, não era só de tarefas, era também de rezar... De pensar que qualquer errinho, poderia  me custar muito caro.
A Cada reclamação da minha tia,  e dos meus primos, era uma surra.  Fora as pancadas que levava do meu primo mais velho... No fundo, eu era o saco de pancada de pai e filho.

                No fim do ano fiquei sabendo na escola  que não ia passar...  Sabia que ia apanhar. Eu estudava num colégio de freiras e que era muito rígido e muito puxado no ensino. Não tinha tempo pra estudar.. No dia que fiquei sabendo da minha reprovação no colégio, não fui pra casa, pedi a minha prima que também estudava lá pra ir pra casa dela. E fui. Como não cheguei em casa, meu tio foi na escola me procurar, mas a freira falou que eu tinha ido com as meninas ele foi direto me buscar. Tentou me levar, mas a minha tia pediu e ele sem graça acabou deixando que eu dormisse lá. Nessa ida ao colégio, ele  pegou o boletim e quando cheguei em casa a surra foi por motivos dobrados. Nunca apanhei tanto!  Os vizinhos que eram inquilinos dele, só faltaram entrar lá pra tomar o cinto da mão dele.  Quanto mais eles gritavam palavras como: para de bater na menina, você não é pai dela, covarde... Mais eu gritava e mais eu apanhava. Fizeram isso  todo o ano. Naquele mesmo dia, ainda estava sentindo o corpo doendo e a minha alma muito triste. A saudade  da minha mãe e dos meus irmãos, aumentava a cada dia e eu só pensava em ir embora.
             De tanto pedir, Deus me ouviu!  Naquele mesmo dia, meu irmão chegou para me visitar e saber por que eu não escrevi pra minha mãe. Ela está muito chorosa e preocupada. Disse ele.  O que meu irmão não sabia, era que eu tinha escrito muitas vezes,  sempre pedindo pra alguém ir me buscar... Eu estava  com tanto  medo,  que ele me  deixasse lá que me agarrei a  ele e não  larguei mais. Diante dessa atitude ele não teve dúvidas...  Tinha que me levar dali, o mais rápido possível. Ir embora com meu irmão, me  fez  acreditar que a vida valeria a pena novamente.
O ônibus entrou na Avenida Brasil, já era noite, e a cidade toda acesa, parecia estar  me dando boas vindas.






sábado, 11 de maio de 2013


Mãe, não importa onde esteja... Te amo e pra sempre vou te amar!

Minha mãe me deu a vida e o amor incondicional, me deu a mão e nunca com ponto final... Ela me entendeu nas horas que mais precisei, me ensinou tudo de bom que eu sei...

Ela foi uma leoa e me protegeu como pôde me ensinou o amor e me fez ser o que sou... Gente!
Muitas saudades da pessoa que com certeza me amou incondicionalmente.
Mãe não morre nunca, ela se eterniza. Nunca se esquece!!!!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Refletindo a vida


Tudo indo numa só direção
A vida, o rio, os sonhos...

As águas dos rios correm,
Quando mansas ou agitadas
Mas nunca voltam atrás.
Aguas são fontes da vida,
E como a vida, ela sempre, segue em frente...

Os sonhos mudam em cada fase da vida
Ontem eu sonhava em brincar
Hoje eu sonho em ser feliz
Amanhã, o meu sonho é estar vivo... Porém, com saúde!

A vida é feita de tempo!
Dias, horas, e minutos...
Não tem como ficar pensando
No que vai ser o amanhã
Pois enquanto se pensa
O tempo voa!
E não volta mais.


Nada de perder a fé
É ela que nos comanda
Sem ela não há esperança
Por mais que as coisas estejam difíceis
Não pense que resolve fugindo, se escondendo...
O negócio é encarar à vida de frente
É resolver o que está pendente
É assumir e descobrir que tudo tem solução
Que só lutando se consegue a realização.
A sua vida foi escrita, e não tem como mudar!
Você só tem que conduzi-la
Sem nunca pensar, em dela se livrar!
Dignidade, caráter e coragem...
Essas coisas são a base
Pra que você seja uma pessoa confiável
E assim, consiga aliados para realizar seus sonhos...
Tão sonhados!
Dificuldades todos nós temos
A vida é feita de ganhar e perder
Nós perdemos coisas, às vezes pessoas...
Porém a vida tem que seguir.
Dar a volta por cima só depende de você!
Vamos, levante-se é hora de voltar a ser você.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Yolanda Soares

Monólogo de mim

Falta de tudo um pouco
Nesse meu ser louco
Que de louco nada tem...
Nessa minha vida pouca
De nenhuma intensidade
Que inventa um personagem.
Falta capacidade pra viver, satisfazer os meus desejos,
Realizar os meus sonhos... Os mais simples!
Sou simplório, sem sal, sou certinha.
Sou irreal.
O medo me consome o tempo todo...
Tenho medo do mundo,
Do outro, do fundo do poço!
Corro das palavras e ao mesmo tempo,
Sirvo-me delas, como meio de disfarçar... O meu eu covarde,
Tenso, intenso, propenso...
O tempo é pouco, nessa corrida desprovida de alimento pra alma,
Pra calma, pra paciência... Que outrora esbanjava, e doava a todo o tempo!
O coração teima em querer explodir diante dos fatos, que já são fatos!
Porém não adianta, não dá mais pra enganar...
Mesmo os que me conheceram agora, Já sabem desse meu lado, frágil, perdido...
Passam os minutos, as horas, os segundos... E percebo que eu quero, e preciso mudar!
Como se mudar fosse fácil... Ah, é uma pena, porque lá no fundo, Sei que sou mais do que isso.
Descobri tão tarde que a única que pode mudar tudo isso, sou eu... Mas já sei, nunca é tarde... Todos falam né?
Demorei pra me fazer respeitar, fui fraca, abaixei a cabeça, permiti que me fizessem de lixo...
E aí aqueles que poderiam me ver diferente, eu diria até como gente, como realmente sou, não me veem assim...
Pra eles sou imperfeita, inculta, pequena, sem sonhos, sem amor próprio,
Sem a capacidade de realmente me fazer amar...
Sem a capacidade de realmente me amar!
Sou um lixo que; talvez, seja reciclável...
É difícil se livrar da baixa estima, quando se viveu uma vida longa tendo ela como companheira.
Mas eu não reclamo da vida, ela não é culpada. A vida na verdade, é linda, é dádiva...
Mas Também não reclamo das pessoas que me fizeram assim. No fundo elas só fizeram...
Me deixei levar pelo presente que parecia ser um momento único... Mas que hoje, tem um gostinho de... É, fui fraca demais. Mas também não sou culpada! A culpa é do acaso, que por acaso me usou... Aí sim, foi falta de jogo de cintura, de nascer esperto, de ver longe o que poderia não dar certo...
A minha história é igual aquelas contada por pescadores... Tipo; uma grande mentira, que consegue fascinar a todos pela grandiosidade do conteúdo.
Mas será que existo mesmo? Ou sou uma invenção de uma mente fascinada, por histórias de ilusão...

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