Cotidiano
Viu tomar um café
Esquecer o mal me quer
Ouvir uma música boa
Escrever um romance
Viver só um lance
Vou comer algo também...
Quem sabe um pão na chapa
Ou até um misto quente
Um pão de queijo gostoso
Que tenha um recheio cremoso
Ah, isso faz bem pra gente!
Mais tarde, se pintar um bate papo
Vou lá!
Quem sabe se não conheço alguém;
Que goste do que eu gosto
Que escreva algo também
Que ouça a mesma música
Que Tome o café igual
Ou que queira viver só um lance
Sem nenhum ritual
Coisas simples do cotidiano
Que antes eram normais
Que fazem falta pra burro
Que nos deixa solitários
Neste mundo virtual
Louco e tão desigual
É, acho que vou tomar um. café.
SIMPLES ASSIM
RODOLFO--THAINÁ--LEONARDO-- ----MEUS FILHOS--- ----PEDAÇOS DE MIM---
A poesia está na natureza e nas suas melhores imagens...
Pura poesia
Quem sou eu
- yoyo
- Rio 40 graus, Rio de Janeiro, Brazil
- Um ser em reconstrução, que tem a poesia entranhada no corpo na alma e no coração. Falar é difícil, tropeço nas palavras pela minha timidez e pelos meus lapsos de memória. Porém me expresso através dos meus escritos... Não são os melhores textos, nem os mais interessantes, nem os mais bem escritos, mas são os mais sinceros, os que vêm direto da minha alma e do meu coração... Simples assim... Escrevo o simples, pois simples eu sou. Quem lê os meus versos, se for simples, aceita! Se não for, rejeita! É que tudo que escrevo... Eu vivo, eu sinto, sai do meu coração é o que tenho na alma é o que me trás calma é o que me faz viver. São simples os meus sonhos, e é perto do real, é simples o meu amor, e fácil de perceber, é simples a minha história, como são simples, as minhas memórias! Aliás, adoro ser simples! E o dia em que eu não for! Esta não serei eu, pois ser simples é o que sei ser... Daí os meus versos, tão simples assim. Faço-os para mim, faço-os para você! E para quem mais quiser... Simples assim.
Linda Emily
A linda Emily, Minha neta - Minha paixão! Linda Emily E veio pra vida Num lento caminhar E conquistou Seu espaço ao chegar Como um botão Lábios sorrindo Coração batendo Olhos se abrindo Alegria constante Carinho sabe dar É força é vida É esperança no ar É ternura e emoção É paz É amor e união É sonho É criança correndo É linda Emily crescendo! !
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Quando a gente chega a aos 56 anos, pertinho dos 57, vemos
que já se foram mais de meio século de vida... Quero viver muito mais se Deus
permitir. Nesse tempo, já deu para aprender que a vida tem que ser vivida cada
dia como se fosse o último. A intolerância, o radicalismo, a falta de amor, a
ingratidão, a falta de humildade... Já
não cabem mais. Eu sei que hoje, ainda
cometo erros, mas cada dia que passa, percebo que os erros já não são tão
permitidos. Descobri vendo pessoas que amei muito e que ainda amo, indo embora
num piscar de olhos. Não me arrependo das coisas que fiz e de como fiz, mas,
muita coisa faria diferente. Quando somos jovens não damos valor as coisas
simples que existem ao nosso redor, não damos valor as pessoas que estão do nosso
lado e que nos ama tanto. Enfim, não damos valor a vida e o que ela representa.
Eu penso sempre que poderia ter feito tudo melhor, mas não me puno pelos meus
erros, só preciso cuidar para não errar mais. Deus nos presenteia com a vida e
nos dá a chance de fazer dela melhor a cada dia. Mas às vezes a gente só
enxerga o que esta na frente e não o que está a nossa volta. Quero que meus
próximos anos sejam com alegria... Quero amar e ser amada, respeitar e ser
respeitada... Quero ver a minha volta o
que até hoje ignorei. Quero viver o que não vivi. Aproveitar todos os momentos
que me façam bem. E desfrutar do convívio de quem eu amo. Amar a vida é tudo
que Deus quer que façamos. E quando chegar a minha hora, vão ver que fui feliz!
Os acontecimentos da vida nos faz refletir. Não espere envelhecer para olhar a
sua volta, e descobrir tudo que está deixando passar despercebido.
domingo, 1 de setembro de 2013
Alma ferida
Yolanda Soares
Meu pai me tratava como uma joia
rara... Ensinava-me poeminhas e vibrava
quando eu os declamava pra os seus amigos. Eu era o xodó, apesar dos oito filhos. A nossa sintonia era perfeita. Eu adorava me sentir amada e fazia tudo para
vê-lo feliz, e sabia que conseguia. Certo
dia, era cedo ainda, e eu já acordada
brincava sentada no chão da sala. Meu pai sempre esperava na mesa o primeiro
café. Nesse dia mamãe não entendeu o que estava acontecendo, tentou que ele
pegasse o copo e nada! Com os olhos fixos num só lugar, e o corpo torto, meu pai já não conseguia mais
nem se mexer. Ela começou a gritar pelos meus irmãos, que correram feito uns
doidos no vizinho. Não demorou e vi
quando levaram o meu pai...
Naquele dia ele não voltou pra casa. Na manhã seguinte, vi quando um homem vestido de preto bateu na
porta. Minha mãe falou com ele e dali começou a chorar igual uma louca. Fiquei
apreensiva e chorando também, ouvindo minha mãe falar que o meu pai tinha
morrido, mas na verdade eu não fazia ideia do que era morrer e o dia
passou... Minha mãe não tinha mais
forças, grávida de nove meses do nono filho, o choro virou um lamento. No
outro dia, todos saíram, eu e meus irmãos menores ficamos na vizinha. À noite perguntei pra minha mãe.
—Mãe
cadê o meu pai? Quando que ele vai voltar?
—Ele foi pra o céu filha! Disse ela entre
soluços.
Eu achava que o céu era logo ali
e falei tentando um jeito de fazê-la parar de chorar. Aquele sofrimento dela me
deixava triste.
Mãe, ele vai voltar, não chora,
ele nem me levou!
Ela chorou mais ainda!
Minha mãe sabia que o meu pai
nunca mais ia voltar... Mas todos os
dias, ia lá pra o quintal a meia noite e ficava chamando o nome dele. Ela
acreditava que ele podia voltar pelo menos pra ensinar o que fazer... Como criar nove filhos sem ele.
Já eu, fiquei esperando por um bom tempo, acreditando
que a qualquer hora ele ia chegar me abraçando como sempre fazia.
Naquela tristeza toda, mamãe
que já completava nove meses de
gravidez, ficou apreensiva com a falta
de movimentos do bebê. Uma febre alta fez com ela fosse ao médico. Foi quando
descobriu que o meu irmão já estava
morto há seis dias, e por pouco não ficávamos órfão de mãe também.
O tempo passava e cada vez
mais a barra pesava. Ver os
filhos sem ter o que comer, fez com que fosse catar papel na rua... Os vizinhos foram
amigos, dividiram muitas das vezes o pouco que tinham...
O meu irmão mais velho que
tinha 15 anos. Tomou conta da parte que ele achava importante. Ensinar a gente
a trabalhar... Pra ele!
Se não fizéssemos tudo que ele
mandava o cascudo comia.
Certo dia, meu tio, irmão da minha mãe chegou de repente; meio
tardia a visita, mas ele era o rico da família. E logo veio a decepção.
—Tá
louco! Não vou me separar dos meus filhos!
—Quem sabe se o meu afilhado não vai
comigo! Vamos João Batista?
—Não!
Não quero!
—E você, quer ir comigo. Perguntou olhando
pra mim.
Apesar da minha pouca idade, eu
sabia que tinha uma coisa que estava me incomodando, que era o meu irmão me
batendo. E disse sim.
— Minha mãe não acreditava e muito menos os
meus irmãos. Desde a morte do meu pai, eu ficara muito quieta, mal falava.
Aquela alegria que eu tinha ao recitar versos, dançar, cantar... Tinha morrido
junto com ele.
—Eu vou! Falei de novo com voz firme, como quem sabia o que queria.
Meu tio conseguiu convencer a minha mãe que ia
ser bom pra mim. Que eu ia escrever pra
ela e que ele me traria de volta se eu quisesse. Fui ao quarto e coloquei
minhas poucas roupas em uma sacola. Ele me
pegou pela mão e me levou... Na
hora eu não chorei, mas no meio da rua, olhei pra trás e vi a minha mãe aos
prantos. Meu coração doeu.
Chegamos a Petrópolis, fiquei encantada com tudo principalmente com a
cidade. Parecia que tinha saído de um mundo e ido pra outro. Tão diferente era
a minha realidade.
Depois de conhecer a minha tia
e os meus primos, tomei um banho, jantamos e fomos dormir.
Não conseguia, me vi sozinha no sofá da sala, virando pra um
lado e para o outro. Chorei bem baixinho... Me lembrei da minha mãe e dos meus irmãos. A
saudade já era grande desde quando saí de casa.
Meu tio havia saído cedo e quando
chegou me entregou um embrulho e mandou que eu abrisse; Tinha um
par de sapatos, um uniforme de escola e dois vestidos.
—Já te matriculei na escola. Começa amanhã!
No dia seguinte, me acordou às
05h30 min, mandou que eu tomasse um banho e me arrumasse... Pois ele iria me ensinar a rotina, que eu
faria sozinha todos os dias.
—Presta atenção! Dizia ele todo o tempo.
No primeiro dia sozinha, o
dono da padaria ficou totalmente chateado de me ver tendo que levar uma leiteira de 4 litros. Eu era muito franzina, e só tinha sete anos e meio. O
apartamento do meu tio, era num alto, e ele mesmo falava que eram 58 degraus; dizia sempre que era bom pra
engrossar as pernas... Enfim, tomei o
café e desci pra ir pro colégio. Foi um
pouco difícil lembrar o caminho, mas consegui. Quando voltei da aula, meu
almoço estava no prato, na boca da panela. Depois de almoçar fui lavar a louça,
como a minha tia havia me ensinado. E aí, tomar conta da minha prima era a minha
última tarefa do dia.
Senti muito, aquele primeiro
dia, já estava doida que ele acabasse pra eu ir descansar. O meu primo veio me
chamar.
—Meu pai está chamando lá na cozinha.
Quando cheguei na cozinha. Meu
tio segurava uma caneca grande de alumínio. E me perguntou.
—Você está vendo isso aqui?
Olhei dentro da caneca e vi um
risco de leite.
—Então, da próxima vez, tem
que lavar direito!
Num só puxão, tirou o cinto e
me deu a primeira surra de muitas que ainda viriam...
A minha rotina, não era só de
tarefas, era também de rezar... De pensar que qualquer errinho, poderia me custar muito caro.
A Cada reclamação da minha
tia, e dos meus primos, era uma surra. Fora as pancadas que levava do meu primo mais
velho... No fundo, eu era o saco de pancada de pai e filho.
No fim do ano fiquei sabendo na
escola que não ia passar... Sabia que ia apanhar. Eu estudava num colégio
de freiras e que era muito rígido e muito puxado no ensino. Não tinha tempo pra
estudar.. No dia que fiquei sabendo da minha reprovação no colégio, não fui pra
casa, pedi a minha prima que também estudava lá pra ir pra casa dela. E fui.
Como não cheguei em casa, meu tio foi na escola me procurar, mas a freira falou
que eu tinha ido com as meninas ele foi direto me buscar. Tentou me levar, mas
a minha tia pediu e ele sem graça acabou deixando que eu dormisse lá. Nessa ida
ao colégio, ele pegou o boletim e quando
cheguei em casa a surra foi por motivos dobrados. Nunca apanhei tanto! Os vizinhos que eram inquilinos dele, só
faltaram entrar lá pra tomar o cinto da mão dele. Quanto mais eles gritavam palavras como: para
de bater na menina, você não é pai dela, covarde... Mais eu gritava e mais eu
apanhava. Fizeram isso todo o ano. Naquele
mesmo dia, ainda estava sentindo o corpo doendo e a minha alma muito triste. A saudade da minha mãe e dos meus irmãos, aumentava a
cada dia e eu só pensava em ir embora.
De tanto pedir, Deus me
ouviu! Naquele mesmo dia, meu irmão
chegou para me visitar e saber por que eu não escrevi pra minha mãe. Ela está muito
chorosa e preocupada. Disse ele. O que
meu irmão não sabia, era que eu tinha escrito muitas vezes, sempre pedindo pra alguém ir me buscar... Eu estava
com tanto medo, que ele me
deixasse lá que me agarrei a ele
e não larguei mais. Diante dessa atitude
ele não teve dúvidas... Tinha que me
levar dali, o mais rápido possível. Ir embora com meu irmão, me fez acreditar que a vida valeria a pena novamente.
O ônibus entrou na Avenida
Brasil, já era noite, e a cidade toda acesa, parecia estar me dando boas vindas.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
sábado, 11 de maio de 2013
Mãe, não importa onde esteja... Te amo e pra sempre vou te amar!
Minha mãe me deu a vida e o amor incondicional, me deu a mão e nunca com ponto final... Ela me entendeu nas horas que mais precisei, me ensinou tudo de bom que eu sei...
Ela foi uma leoa e me protegeu como pôde me ensinou o amor e me fez ser o que sou... Gente!
Muitas saudades da pessoa que com certeza me amou incondicionalmente.
Mãe não morre nunca, ela se eterniza. Nunca se esquece!!!!
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Refletindo a vida
Tudo indo numa só direção
A vida, o rio, os sonhos...
As águas dos rios correm,
Quando mansas ou agitadas
Mas nunca voltam atrás.
Aguas são fontes da vida,
E como a vida, ela sempre, segue em frente...
Os sonhos mudam em cada fase da vida
Ontem eu sonhava em brincar
Hoje eu sonho em ser feliz
Amanhã, o meu sonho é estar vivo... Porém, com saúde!
A vida é feita de tempo!
Dias, horas, e minutos...
Não tem como ficar pensando
No que vai ser o amanhã
Pois enquanto se pensa
O tempo voa!
E não volta mais.
Nada de perder a fé
É ela que nos comanda
Sem ela não há esperança
Por mais que as coisas estejam difíceis
Não pense que resolve fugindo, se escondendo...
O negócio é encarar à vida de frente
É resolver o que está pendente
É assumir e descobrir que tudo tem solução
Que só lutando se consegue a realização.
A sua vida foi escrita, e não tem como mudar!
Você só tem que conduzi-la
Sem nunca pensar, em dela se livrar!
Dignidade, caráter e coragem...
Essas coisas são a base
Pra que você seja uma pessoa confiável
E assim, consiga aliados para realizar seus sonhos...
Tão sonhados!
Dificuldades todos nós temos
A vida é feita de ganhar e perder
Nós perdemos coisas, às vezes pessoas...
Porém a vida tem que seguir.
Dar a volta por cima só depende de você!
Vamos, levante-se é hora de voltar a ser você.
Tudo indo numa só direção
A vida, o rio, os sonhos...
As águas dos rios correm,
Quando mansas ou agitadas
Mas nunca voltam atrás.
Aguas são fontes da vida,
E como a vida, ela sempre, segue em frente...
Os sonhos mudam em cada fase da vida
Ontem eu sonhava em brincar
Hoje eu sonho em ser feliz
Amanhã, o meu sonho é estar vivo... Porém, com saúde!
A vida é feita de tempo!
Dias, horas, e minutos...
Não tem como ficar pensando
No que vai ser o amanhã
Pois enquanto se pensa
O tempo voa!
E não volta mais.
Nada de perder a fé
É ela que nos comanda
Sem ela não há esperança
Por mais que as coisas estejam difíceis
Não pense que resolve fugindo, se escondendo...
O negócio é encarar à vida de frente
É resolver o que está pendente
É assumir e descobrir que tudo tem solução
Que só lutando se consegue a realização.
A sua vida foi escrita, e não tem como mudar!
Você só tem que conduzi-la
Sem nunca pensar, em dela se livrar!
Dignidade, caráter e coragem...
Essas coisas são a base
Pra que você seja uma pessoa confiável
E assim, consiga aliados para realizar seus sonhos...
Tão sonhados!
Dificuldades todos nós temos
A vida é feita de ganhar e perder
Nós perdemos coisas, às vezes pessoas...
Porém a vida tem que seguir.
Dar a volta por cima só depende de você!
Vamos, levante-se é hora de voltar a ser você.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Yolanda Soares
Monólogo de mim
Falta de tudo um pouco
Nesse meu ser louco
Que de louco nada tem...
Nessa minha vida pouca
De nenhuma intensidade
Que inventa um personagem.
Falta capacidade pra viver, satisfazer os meus desejos,
Realizar os meus sonhos... Os mais simples!
Sou simplório, sem sal, sou certinha.
Sou irreal.
O medo me consome o tempo todo...
Tenho medo do mundo,
Do outro, do fundo do poço!
Corro das palavras e ao mesmo tempo,
Sirvo-me delas, como meio de disfarçar... O meu eu covarde,
Tenso, intenso, propenso...
O tempo é pouco, nessa corrida desprovida de alimento pra alma,
Pra calma, pra paciência... Que outrora esbanjava, e doava a todo o tempo!
O coração teima em querer explodir diante dos fatos, que já são fatos!
Porém não adianta, não dá mais pra enganar...
Mesmo os que me conheceram agora, Já sabem desse meu lado, frágil, perdido...
Passam os minutos, as horas, os segundos... E percebo que eu quero, e preciso mudar!
Como se mudar fosse fácil... Ah, é uma pena, porque lá no fundo, Sei que sou mais do que isso.
Descobri tão tarde que a única que pode mudar tudo isso, sou eu... Mas já sei, nunca é tarde... Todos falam né?
Demorei pra me fazer respeitar, fui fraca, abaixei a cabeça, permiti que me fizessem de lixo...
E aí aqueles que poderiam me ver diferente, eu diria até como gente, como realmente sou, não me veem assim...
Pra eles sou imperfeita, inculta, pequena, sem sonhos, sem amor próprio,
Sem a capacidade de realmente me fazer amar...
Sem a capacidade de realmente me amar!
Sou um lixo que; talvez, seja reciclável...
É difícil se livrar da baixa estima, quando se viveu uma vida longa tendo ela como companheira.
Mas eu não reclamo da vida, ela não é culpada. A vida na verdade, é linda, é dádiva...
Mas Também não reclamo das pessoas que me fizeram assim. No fundo elas só fizeram...
Me deixei levar pelo presente que parecia ser um momento único... Mas que hoje, tem um gostinho de... É, fui fraca demais. Mas também não sou culpada! A culpa é do acaso, que por acaso me usou... Aí sim, foi falta de jogo de cintura, de nascer esperto, de ver longe o que poderia não dar certo...
A minha história é igual aquelas contada por pescadores... Tipo; uma grande mentira, que consegue fascinar a todos pela grandiosidade do conteúdo.
Mas será que existo mesmo? Ou sou uma invenção de uma mente fascinada, por histórias de ilusão...
Monólogo de mim
Falta de tudo um pouco
Nesse meu ser louco
Que de louco nada tem...
Nessa minha vida pouca
De nenhuma intensidade
Que inventa um personagem.
Falta capacidade pra viver, satisfazer os meus desejos,
Realizar os meus sonhos... Os mais simples!
Sou simplório, sem sal, sou certinha.
Sou irreal.
O medo me consome o tempo todo...
Tenho medo do mundo,
Do outro, do fundo do poço!
Corro das palavras e ao mesmo tempo,
Sirvo-me delas, como meio de disfarçar... O meu eu covarde,
Tenso, intenso, propenso...
O tempo é pouco, nessa corrida desprovida de alimento pra alma,
Pra calma, pra paciência... Que outrora esbanjava, e doava a todo o tempo!
O coração teima em querer explodir diante dos fatos, que já são fatos!
Porém não adianta, não dá mais pra enganar...
Mesmo os que me conheceram agora, Já sabem desse meu lado, frágil, perdido...
Passam os minutos, as horas, os segundos... E percebo que eu quero, e preciso mudar!
Como se mudar fosse fácil... Ah, é uma pena, porque lá no fundo, Sei que sou mais do que isso.
Descobri tão tarde que a única que pode mudar tudo isso, sou eu... Mas já sei, nunca é tarde... Todos falam né?
Demorei pra me fazer respeitar, fui fraca, abaixei a cabeça, permiti que me fizessem de lixo...
E aí aqueles que poderiam me ver diferente, eu diria até como gente, como realmente sou, não me veem assim...
Pra eles sou imperfeita, inculta, pequena, sem sonhos, sem amor próprio,
Sem a capacidade de realmente me fazer amar...
Sem a capacidade de realmente me amar!
Sou um lixo que; talvez, seja reciclável...
É difícil se livrar da baixa estima, quando se viveu uma vida longa tendo ela como companheira.
Mas eu não reclamo da vida, ela não é culpada. A vida na verdade, é linda, é dádiva...
Mas Também não reclamo das pessoas que me fizeram assim. No fundo elas só fizeram...
Me deixei levar pelo presente que parecia ser um momento único... Mas que hoje, tem um gostinho de... É, fui fraca demais. Mas também não sou culpada! A culpa é do acaso, que por acaso me usou... Aí sim, foi falta de jogo de cintura, de nascer esperto, de ver longe o que poderia não dar certo...
A minha história é igual aquelas contada por pescadores... Tipo; uma grande mentira, que consegue fascinar a todos pela grandiosidade do conteúdo.
Mas será que existo mesmo? Ou sou uma invenção de uma mente fascinada, por histórias de ilusão...
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